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Você não precisa pagar tarifa de banco: conheça a conta de serviços essenciais

O Banco Central garante a todo brasileiro uma conta com pacote gratuito. Poucos sabem — e muitos pagam tarifa à toa. Veja como pedir a sua.

Um direito seu que o banco não faz questão de mostrar

Se você paga tarifa de manutenção todo mês, respira fundo: existe um jeito legal e simples de parar de pagar. O Banco Central determina que todo banco ofereça o pacote de serviços essenciais, gratuito, para pessoa física. É lei desde 2008 (Resolução 3.919, atualizada pela Resolução 4.196). O banco não pode negar.

O que está incluído — sem custo

O pacote gratuito garante, por mês:

  • Cartão de débito (o físico, quando você abre a conta)
  • 4 saques em caixas eletrônicos ou guichê
  • 2 transferências para contas do mesmo banco
  • 2 extratos do mês corrente
  • Consultas ilimitadas pela internet e pelo app
  • 10 folhas de cheque por mês (se você ainda usa)
  • 1 extrato consolidado anual

Isso já cobre a rotina da maioria das pessoas. Se você usa mais que isso, ainda vale — porque o resto você paga por unidade em vez de uma tarifa fixa alta.

Como pedir para migrar (passo a passo)

  1. Descubra qual pacote você tem hoje. Olhe seu extrato ou o app. Procure "pacote de serviços" ou "tarifa mensal".
  2. Vá ao app ou à agência. Peça a migração para o "pacote de serviços essenciais". Use esse nome exato.
  3. Se o atendente disser que "não existe" ou "não é vantagem", insista. Ele existe e é obrigatório. Você não precisa dar justificativa.
  4. Peça o protocolo do pedido. Guarde por escrito (print, e-mail ou número).
  5. Confirme no próximo extrato que a tarifa parou de ser cobrada.

Se o banco dificultar

Acontece. Alguns bancos empurram outros produtos, dizem que "precisa fechar investimentos", pedem para você "voltar depois". Isso é resistência, não regra. O que fazer:

  1. Registre reclamação no próprio banco primeiro. Peça número de protocolo.
  2. Se em 10 dias úteis não resolverem, abra reclamação no Banco Central pelo site do Registrato / RDR (Registro de Demandas Reclamatórias): bcb.gov.br. É de graça, feito pela internet.
  3. Reclame também no Procon da sua cidade e, se quiser mais força, no consumidor.gov.br.
  4. Bancos costumam resolver em dias quando a reclamação vira número público.

Peça também o estorno das tarifas cobradas indevidamente

Se você já tentou migrar antes e o banco enrolou, peça o estorno retroativo das tarifas cobradas. Não é garantido, mas com protocolo do pedido antigo em mãos, muita gente consegue de volta os últimos 6 a 12 meses.

Por que isso importa

Uma tarifa de R$ 30 por mês vira R$ 360 por ano. Em 10 anos, mais de R$ 3.600 — sem contar reajustes. Esse é dinheiro que sai do seu bolso para pagar por um serviço que a lei diz que você tem direito de graça.


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